sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A vida.



A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. 
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, 
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.




sábado, 15 de outubro de 2011

A noite

A noite que é noite
só sente que é noite,
quando o dia diz, noite
adeus boa noite.


A noite que é noite,
só sente quem é noite,
quando alguém na noite
te diz boa noite.

A noite que é noite
só sente que é noite,
quando alguém diz na noite;
eu gosto da noite.

A noite que é noite,
só sente que é noite
quando alguém diz à noite,
vou amar-te esta noite.

O dia que é dia só sente alegria,
quando alguém te olha na noite
 e diz-te bom dia.

O dia que é dia, só sente alegria,
quando alguém diz na noite,
 é a ti que eu queria;

O dia que é dia só sente alegria
quando alguém diz noite e dia
vou amar-te toda a vida.

Nuno Pinto

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A natureza que inspira



    • A brisa fresca que desperta;
      o aroma do mar que nos refresca
      o som das ondas que nos embalam, 
      ternura quente que eu sinto
      sentimentos que nos encantam
       desta terra que eu amo.


      Nuno Pinto

domingo, 25 de setembro de 2011

A Alma do Açoriano


Ser açoriano é discutir com o mar. Interroga-lo. É não ter nada como seguro.
Esta é uma marca invisível que nos faz ser tão diferentes e únicos. E este mar é também ele único, porque, é com quem criamos intimidade.
É ele que nos educa enquanto ilhéus. Ensina-nos a escutar marés e obriga-nos a olhar a terra. A decifrar cheiros, apreciar verdes, reconhecer ínfimos pormenores que a qualquer outro mortal passaria despercebido.
Romanceamos a terra e enchemos o mar de poemas. Espanta-mo-nos com os amanheceres e arrepiamo-nos com o chegar da noite.
Fica tudo tão quieto. Como se a ilha adormecesse connosco ao colo. Por isso somos açorianos. Esta é a nossa Identidade. Este mar que nos embala, prende e liberta.
... A Identidade açoriana está nesta quietude inquieta disfarçada de uma beleza estonteante de verdes e de flores. É o mar que nos remete para a ilha. Que nos obriga a ser ilhéus.
E podemos ir longe, correr mundos, que esta marca será sempre levada por nós. Esta inquietação que nos desperta os sentidos fará sempre parte do ser-se açoriano. Não será por acaso que qualquer terceirense no mais recôndito lugar do universo mesmo de olhos vendados reconhecerá o cheiro do mar, ou do enxofre que se cola na pele de qualquer ilhéu.
A maresia que invade e persegue a alma, define o açoriano na sua ousadia e coragem. Somos destemidos. Um açoriano entra no mar como quem entra em casa. Cruzamos as ilhas entre si em barcos pequenos e frágeis e pisamos as nuvens como quem desliza em caminhos de ferro. O mar obriga-nos a voar. Empurra-nos para as nuvens. Ensina-nos a ver do céu a ilha e a ser fortes e corajosos.
Ser açoriano é muito mais do que se viver com o mar à porta. É dormir em cima de cinzas que acordam em lava sem aviso e despertam os mais ínfimos sentidos. O açoriano tem uma linguagem única e intima quase indecifrável com o mar que lhe permite adiantar o aparecimento de sol ou chuva. É uma linguagem silenciosa feita de movimentos serenos nem sempre quietos. É o dormir embalado nas mares e acordar envolto em tempestades ciclónicas sempre tratadas tu cá tu lá com a típica mansidão de ser-se açoriano.
Autor desconhecido.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Provérbio.


"Ensinaram-me que um ano tem 365 dias, que um dia tem 24 horas, que uma hora

sao 60 minutos, mas esqueceram-se de me ensinar que um minuto sem ti e uma
eternidade."

Autor desconhecido

terça-feira, 10 de maio de 2011

O verdadeiro sentido


Se um dia procuro, a quem possa amar,
Se um dia procuro quem me quer adorar,
Se um dia eu só quero cantar e dançar,
porque sei que eu tenho, quem me quer abraçar.


"Se eu pudesse ser uma parte de ti,
escolheria ser tuas lágrimas.
Porque tuas lágrimas são concebidas em teu coração,
nascem em teus olhos, vivem em teu rosto, e morrem em teus lábios."
Autor desconhecido.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cá dentro


Cá dentro só sente, quem quer e quem ama,
Cá dentro só sente, o que é quente e que adora,
Cá dentro tem gente, que sente e grita na hora.
Cá dentro só vem, quem eu deixo e me encanta
Cá dentro vens tu, porque tens quem te ama.
Lá fora tu tens o que queres e devora
Lá fora vens tu a gritar que é hora,
Lá fora eu digo o quanto te adoro
Cá dentro te amo e te digo agora.

A uma musa inspiradora